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Vale do Mosela e Luxemburgo

Vale do Mosela e Luxemburgo

Contornando os vales vinhateiros da Alemanha...

Com a Alemanha aqui tão perto é obrigatório fazer uma escapadinha até aos vales dos rios Mosela e Reno.

O romântico e o bucólico coabitam e os belíssimos castelos encimando penhascos sobre estes rios, que avistam profundas escarpas onde crescem os vinhedos que dão origem aos melhores e mais famosos vinhos alemães, predominantemente da casta de uvas Riesling.

O charme de toda a zona com as suas pitorescas aldeias e os seus românticos castelos e fortes trazem-nos o encanto de histórias de fadas e ao perdermo-nos na paisagem e quase esperamos ser surpreendidos por algum duende brincalhão!

Texto: Isabel Brigham  Fotos: Natacha Brigham

Iniciamos viagem e para entrar no espírito alemão nada como cair na gulodice das comidas de rua que com os seus apetecíveis aromas nos chamam! Saborear o currywurst, as célebres salsichas alemãs de boa qualidade com estaladiças batatas fritas e o delicioso molho de caril. Claro que para acompanhar nada como uma boa e fresca cerveja alemã! Aí sim sentimo-nos verdadeiramente na Alemanha e prontos para a descoberta desse país.

O rio Mosela percorre o nordeste de França e Luxemburgo até ao oeste da Alemanha. Tem uma extensão de 560 Km e desemboca no rio Reno na cidade alemã de Coblença (Koblenz). O encontro dos dois rios e a belíssima zona envolvente é conhecida por Deutsches Eck, considerada pela UNESCO como Património Mundial da Humanidade.

Os Romanos já apreciavam esta magnífica paisagem assim como a Ordem Alemã. É um lugar impregnado de história. Em 1891 o Kaiser Guilherme II mandou erguer um pedestal com 37 metros em homenagem ao seu avô Guilherme I, o unificador do Império alemão. É uma atracção turística que recebe mais de dois milhões de visitantes por ano.

Do outro lado do Reno eleva-se a fortaleza Ehrenbreitstein, a segunda maior muralha de castelo conservada na Europa. A cerca de 120 metros acima do Reno têm-se a melhor vista da cidade.

Atrás da fortaleza está a área da Exposição Nacional de Jardinagem, o Bundesgartenschau, zona de eventos e lazer. Pode e deve ser sobrevoada de teleférico levando-nos até à margem esquerda do rio Reno. Chegados aí podemos partir e visitar o centro histórico da cidade. Aliando um estilo de vida francês e a tradição alemã sente-se um ambiente de cordialidade natural sendo obrigatório saborear, em adegas aconchegantes, a culinária requintada e degustar o melhor e mais famoso vinho alemão fruto dos vinhedos que em escarpa rodeiam o rio Mosela.

Depois partimos tranquilamente à descoberta de cantinhos românticos, ruas estreitas e casas coloridas.

Mais a sul encontramos a pequena localidade de Boppard, onde o rio Reno curiosamente se contorna em forma de “U”, onde nos deparamos com a inconfundível igreja de St. Severus e as históricas ruínas de um acampamento militar romano.

É difícil escolher o que visitar pois as atracções são muitas e a Alemanha é conhecida pelos seus famosos castelos. O mais célebre é Neuschwanstein que serviu de inspiração ao castelo da Bela Adormecida na Disneyland Paris. Contudo, um dos mais belos castelos é o Burg Eltz, a 36 Km de Coblença. Tem mais de 850 anos (supõe-se ter sido construído no séc XII), nunca foi capturado ou destruído tendo permanecido intacto nas guerras dos séc XVII e XVII, assim como às convulsões sociais originadas pela revolução francesa. Pertencendo desde sempre à família Zu Eltz, os seus móveis e objectos foram mantidos ao longo dos séculos.

Seguindo para a pequena e sedutora cidade de Cochem. Ao contornar-mos uma colina descobrimos o encantador castelo imperial que nos revela toda a sua magia e  esplendor!

Cochem é animada e colorida e as suas casas, com a estrutura de madeira visível do exterior, deixam uma marca típica desta zona da Alemanha.

Na rua mais movimentada desta cidade deparamo-nos com a azáfama do comércio local e somos cativados pelo aroma da variada pastelaria alemã, sendo irresistível provar a típica bola de Berlim com doce de morango.

O rio Mosela convida a um cruzeiro que nos deslumbra pela paisagem em que o verde das videiras nas escarpas que rodeiam o rio nos acompanha durante todo o percurso. É interessante ver a forma como as uvas são retiradas das colinas. Diversos elevadores serpenteiam a paisagem e transportam os cestos carregados de uvas.

Seguimos viagem até Tréveris (em alemão Trier), cidade histórica e a mais antiga da Alemanha. Está localizada no estado de Renania-Palatinado, perto da fronteira com o Luxemburgo.

Tem uma arquitectura muito rica e ruínas romanas antigas como a Porta Nigra. Este portal da cidade foi assim chamado por causa das pedras escurecidas com o passar do tempo. Esta é a estrutura de defesa mais antiga da Alemanha, data do Séc III. É impressionante pelo seu tamanho, com 36 metros de comprimento, 21,5 de largura e 30 de altura. A sua estrutura é composta de grandes blocos de pedra não levando argamassa!

Trier é a terra natal de Karl Marx. Filho de pais de ascendência judaica, estudou direito e filosofia em Bona e Berlim. Em 2016 faria 198 anos. A visita ao museu Karl Marx, criado na sua residência, é fundamental para perceber in loco a ideologia Marxista. É um nome incontornável da história universal.

Não podemos deixar a Alemanha sem saborear a célebre goulash (guisado de carne) acompanhada de um bom vinho local. Estes sabores ficam-nos nos sentidos juntamente com as encantadoras paisagens descobertas.

Uma forma de terminar esta escapadinha é visitar o Luxemburgo e a sua capital que é uma cidade muito desenvolvida a nível industrial e de comércio sendo uma das cidades mais ricas da Europa. É um importante centro administrativo e financeiro. Aí se situam diversas instituições da União Europeia, como o Tribunal de Justiça Europeu, o Tribunal de Contas e o Banco Europeu de Investimento.

Contrastando com a modernidade estão as espectaculares Casemates du Bock, restos de antigas fortificações medievais da cidade de Luxemburgo com um interessante sistema subterrâneo de passagens e galerias escavadas em rochas. Durante as duas Grandes Guerras Mundiais milhares de pessoas esconderam-se dentro destes túneis.

Recomenda-se, para fugir ao maior fluxo turístico, ir depois de Agosto e antes do Inverno pois os castelos encerram nessa altura.

Com paisagens encantadoras e sabores típicos alemāes esta região revela um vasto património histórico e cultural que vale a pena descobrir.

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