Travel & Safaris
  • Travel & Destinos
  • Travel & Adventure
  • Travel & Portugal
  • Travel & Hotels
  • Travel & Taste
  • Ficha Técnica / Contactos
  • Travel & Destinos
  • Travel & Adventure
  • Travel & Portugal
  • Travel & Hotels
  • Travel & Taste
  • Ficha Técnica / Contactos
Jane Goodall e Sebastião Salgado

Jane Goodall e Sebastião Salgado

A luz que permanece

 

2025 foi, sem dúvida, um ano de grandes perdas para o mundo das artes e para o mundo natural, tendo assistido à partida de dois emblemáticos nomes que ao longo das suas vidas se envolveram de alma e coração numa batalha pela esperança, pela bondade, pelo que é justo e pelo que está certo. O seu reconhecimento precede-os e o seu legado não nos abandonará. Corresponderão sempre a uma luz que permanece e jamais se apaga. A Travel & Safaris não quis deixar que 2025 terminasse sem lhes prestar a devida homenagem.

 

Texto: Carla Santos Vieira  Fotos: Sebastião Salgado e D.R.

 

 

Jane Goodall

Guardiã da esperança

 

Uma das figuras mais marcantes da ciência e do activismo ambiental, Jane Goodall dedicou a vida (que se estendeu por mais de nove décadas) à paciente observação de chimpanzés, à defesa dos animais e à mobilização de milhões de pessoas em torno da ideia de que cada gesto humano pode transformar o planeta. Aquando da sua morte, no passado mês de Outubro, o The Guardian escreveu que Goodall “mudou para sempre a forma como vemos os animais e a nós próprios”. O Expresso sublinhou o seu imensurável legado e o Público descreveu-a como “militante da esperança”.

Uma vida moldada pela curiosidade

Valerie Jane Morris Goodall nasceu em Londres, em 1934, numa família de classe média e revelou desde cedo uma invulgar curiosidade pelo mundo natural. Aos quatro anos desapareceu durante horas para observar o modo como as galinhas punham ovos, episódio que a mãe relatou com orgulho em vez de repreensão. O pai ofereceu-lhe um chimpanzé de peluche chamado Jubilee, o qual viria a tornar-se o símbolo do seu amor pelos animais.

Inspirada pelas histórias de Tarzan, prometeu que viveria em África. Após concluir o ensino secundário, trabalhou como secretária e empregada de mesa para juntar dinheiro e viajar e em meados da década de 1950 partiu para Nairobi, onde conheceu o antropólogo Louis Leakey, que viria a mudar o rumo da sua vida.

 

A revolução científica em Gombe

Em 1960, Leakey sugeriu a Goodall o estudo de chimpanzés selvagens no Parque Nacional de Gombe, na Tanzânia. Sem formação académica formal, mas detentora de uma paciente e intuitiva observação, Goodall fez descobertas que abalaram a ciência: os chimpanzés fabricavam e utilizavam ferramentas. “Descobri que os chimpanzés conseguiam fabricar e usar ferramentas. Essa revelação abalou a definição científica do ‘Ser Humano’”, recordou Goodall em entrevista ao Expresso. O estudo de Gombe tornou-se o mais longo projecto de investigação sobre vida selvagem alguma vez realizado. Através dele, Goodall revelou comportamentos complexos: caça cooperativa, laços familiares fortes e até guerras entre grupos de chimpanzés.

 

Activismo e esperança

A partir da década de 1980, Goodall deixou o campo para se dedicar ao activismo ambiental. Fundou o Jane Goodall Institute e o programa Roots & Shoots, que mobiliza jovens em mais de 60 países. “Se não mudarmos de comportamento não vai sequer haver futuro”, alertou em entrevista ao Expresso. O Público descreveu-a como “militante da esperança”, sublinhando que nunca desistiu de acreditar na capacidade humana de mudar.

 

Reconhecimento mundial

Goodall recebeu inúmeros prémios, incluindo o Prémio Kyoto (1990), a Ordem do Império Britânico (2004) e o Prémio Templeton (2021). Em 2002, foi nomeada Mensageira da Paz das Nações Unidas. Apesar da fama, manteve sempre uma postura humilde, afirmando que a sua missão era “dar voz aos que não a têm” — os animais e os ecossistemas ameaçados.

 

Vida pessoal

Jane Goodall casou-se em 1964 com o cineasta Hugo van Lawick, com quem teve um filho, Hugo Eric Louis. O casamento terminou em 1974. No ano seguinte casar-se-ia com Derek Bryceson, director dos parques nacionais da Tanzânia, que faleceu em 1980. Apesar das perdas pessoais, Goodall manteve-se sempre dedicada ao trabalho e ao activismo.

 

O adeus de uma voz ética

A 1 de Outubro passado e com 91 anos, Jane Goodall deixou o universo, como o conhecemos. O jornal Expresso resumiria o seu legado do seguinte modo “Se há uma lição que Jane tentou transmitir foi a de nunca perdermos a esperança no mundo em que vivemos”. Tendo sido muito mais do que uma cientista, Jane foi uma verdadeira visionária que reuniu a ciência, a ética e o activismo em prol de um bem comum A sua vida demonstrou que a curiosidade pode transformar-se em conhecimento, e o conhecimento em responsabilidade. O seu legado permanece como um apelo à consciência global: proteger os animais, os ecossistemas e, em última instância, a própria humanidade.

 

Sebastião Salgado

A humanidade revelada

Um dos maiores fotógrafos documentais de sempre, Sebastião Salgado foi um artista cujo olhar profundo e muitíssimo humano transformou a fotografia num instrumento de consciência social e ambiental. Ao longo de décadas retratou sofrimento, dignidade, beleza e devastação em várias regiões do Mundo, entregando-nos não meros registos visuais, mas testemunhos com peso moral. A sua morte, em Maio deste ano, não significou o fim da sua influência. O seu legado mantém-se vivo, inspirando gerações a olhar, a sentir e a agir.

 

As origens e o caminho até à fotografia

Sebastião Ribeiro Salgado Júnior nasceu a 8 de Fevereiro de 1944, em Aimorés, Minas Gerais (Brasil), passando uma infância marcada pelo contacto com a Natureza, a terra e as mudanças ambientais. Começou por estudar Economia em São Paulo, dedicando-se durante algum tempo a esta área. A vida e as circunstâncias acabariam, no entanto, por levá-lo a Paris juntamente com Lélia Wanick Salgado, que seria sua companheira de toda a vida, tanto em termos pessoais como no universo profissional. Foi na França dos anos 1970 que Salgado começou a fotografar profissionalmente, o seu talento e sensibilidade a distinguir-se rapidamente conduzindo-o ao reconhecimento internacional.

 

Documentar, denunciar, comover

Durante mais de cinco décadas, Salgado percorreu mais de 120 países fotografando populações marginalizadas, trabalhadores em condições extremas, migrantes e refugiados, bem como paisagens e comunidades ameaçadas pela degradação ambiental. A preto e branco e cheias de contraste e de textura, as suas imagens tornaram-se icónicas. Os seus trabalhos — como os ciclos dedicados aos trabalhadores, aos refugiados ou às populações rurais — combinaram o rigor documental com a sensibilidade estética, permitindo revelar a condição humana com dignidade e profundidade, mas Salgado não se limitou a documentar o sofrimento; também demonstrou resiliência, beleza e esperança. As suas fotografias não constituem apenas um alerta de injustiça, mas um convite à reflexão e à empatia.

 

Do registo social à defesa da Natureza

Juntamente com Lélia, Sebastião Salgado fundou o Instituto Terra com o objetivo de reflorestar territórios degradados, restaurar ecossistemas e promover educação ambiental. O movimento representou uma viragem do registro documental da dor humana para a regeneração da terra e da esperança. A própria vivência do fotógrafo – marcada pelo contraste entre devastação e renascimento — transformou-se num aparente compromisso: a devolução à Natureza daquilo que a exploração lhe tinha retirado. Surgiram, assim, projetos como Amazónia (2021) que ilustram esse impulso, o da homenagem ao planeta, às florestas e aos povos, bem como uma chamada de atenção relativamente à preservação e ao respeito pela diversidade da vida.

 

O fim de uma vida e o começo de um legado

Sebastião Salgado despediu-se do Mundo no passado dia 23 de Maio, em Paris, vítima de leucemia — condição resultante de complicações de uma malária contraída anos antes durante uma expedição fotográfica realizada na Indonésia. Tinha 81 anos e a sua morte foi imediatamente reconhecida como uma perda colossal para a fotografia documental, para a consciência social e também para a causa ambiental. Figuras públicas, instituições culturais e ambientalistas em todo o Mundo manifestaram o seu pesar, prestando homenagem ao homem cuja câmara soube captar — e denunciar — tanto a dor como a dignidade da humanidade. De acordo com declarações emitidas pelo próprio instituto que fundou, Salgado foi “muito mais do que um dos maiores fotógrafos do nosso tempo; semeou esperança onde havia devastação e fez florescer a ideia de que a restauração ambiental é também um gesto profundo de amor pela humanidade.” A obra de Salgado permanece como vasto arquivo visual e um testemunho universal das desigualdades, das migrações forçadas, das realidades marginais e da luta pela sobrevivência. Com o Instituto Terra e os projetos de reflorestação, Salgado provou que o olhar do fotógrafo pode transformar-se em acção e que a arte pode representar um gesto concreto a favor da vida. O seu compromisso com a Natureza e a regeneração ambiental ecoa como legado vital numa era de crise climática.

 

Inspiração artística e ética para gerações futuras

Tendo redefinido a fotografia documental aliando à estética o compromisso social e ambiental, Salgado influenciou e continua a influenciar fotógrafos, fotojornalistas, activistas e artistas, demonstrando que a arte pode — e deve — integrar o mundo real. Como bem ilustrou o The Guardian, Salgado “passou a vida a ajudar-nos a ver claramente — a beleza e a ruína, a resistência e a fragilidade e os fios invisíveis que ligam cada história humana à trama maior da vida.” Terá partido, mas a sua luz continua a iluminar o Mundo. A sua fotografia mantém-se um alerta, um espelho e uma ponte: espelho das injustiças, alerta para a devastação, ponte entre quem vê e quem sofre, entre gerações, culturas e geografias. O seu legado encontra-se nas florestas que ajudou a plantar, nas consciências que despertou, nas vozes que sensibilizou e numa obra de esperança que permanece uma herança para toda a humanidade.

 

 

Sebastião Salgado

A humanidade revelada

 

Um dos maiores fotógrafos documentais de sempre, Sebastião Salgado foi um artista cujo olhar profundo e muitíssimo humano transformou a fotografia num instrumento de consciência social e ambiental. Ao longo de décadas retratou sofrimento, dignidade, beleza e devastação em várias regiões do Mundo, entregando-nos não meros registos visuais, mas testemunhos com peso moral. A sua morte, em Maio deste ano, não significou o fim da sua influência. O seu legado mantém-se vivo, inspirando gerações a olhar, a sentir e a agir.

 

Uma vida moldada pela curiosidade

Valerie Jane Morris Goodall nasceu em Londres, em 1934, numa família de classe média e revelou desde cedo uma invulgar curiosidade pelo mundo natural. Aos quatro anos desapareceu durante horas para observar o modo como as galinhas punham ovos, episódio que a mãe relatou com orgulho em vez de repreensão. O pai ofereceu-lhe um chimpanzé de peluche chamado Jubilee, o qual viria a tornar-se o símbolo do seu amor pelos animais.

Inspirada pelas histórias de Tarzan, prometeu que viveria em África. Após concluir o ensino secundário, trabalhou como secretária e empregada de mesa para juntar dinheiro e viajar e em meados da década de 1950 partiu para Nairobi, onde conheceu o antropólogo Louis Leakey, que viria a mudar o rumo da sua vida.

 

A revolução científica em Gombe

Em 1960, Leakey sugeriu a Goodall o estudo de chimpanzés selvagens no Parque Nacional de Gombe, na Tanzânia. Sem formação académica formal, mas detentora de uma paciente e intuitiva observação, Goodall fez descobertas que abalaram a ciência: os chimpanzés fabricavam e utilizavam ferramentas. “Descobri que os chimpanzés conseguiam fabricar e usar ferramentas. Essa revelação abalou a definição científica do ‘Ser Humano’”, recordou Goodall em entrevista ao Expresso. O estudo de Gombe tornou-se o mais longo projecto de investigação sobre vida selvagem alguma vez realizado. Através dele, Goodall revelou comportamentos complexos: caça cooperativa, laços familiares fortes e até guerras entre grupos de chimpanzés.

 

Activismo e esperança

A partir da década de 1980, Goodall deixou o campo para se dedicar ao activismo ambiental. Fundou o Jane Goodall Institute e o programa Roots & Shoots, que mobiliza jovens em mais de 60 países. “Se não mudarmos de comportamento não vai sequer haver futuro”, alertou em entrevista ao Expresso. O Público descreveu-a como “militante da esperança”, sublinhando que nunca desistiu de acreditar na capacidade humana de mudar.

 

Reconhecimento mundial

Goodall recebeu inúmeros prémios, incluindo o Prémio Kyoto (1990), a Ordem do Império Britânico (2004) e o Prémio Templeton (2021). Em 2002, foi nomeada Mensageira da Paz das Nações Unidas. Apesar da fama, manteve sempre uma postura humilde, afirmando que a sua missão era “dar voz aos que não a têm” — os animais e os ecossistemas ameaçados.

 

Vida pessoal

Jane Goodall casou-se em 1964 com o cineasta Hugo van Lawick, com quem teve um filho, Hugo Eric Louis. O casamento terminou em 1974. No ano seguinte casar-se-ia com Derek Bryceson, director dos parques nacionais da Tanzânia, que faleceu em 1980. Apesar das perdas pessoais, Goodall manteve-se sempre dedicada ao trabalho e ao activismo.

 

O adeus de uma voz ética

A 1 de Outubro passado e com 91 anos, Jane Goodall deixou o universo, como o conhecemos. O jornal Expresso resumiria o seu legado do seguinte modo “Se há uma lição que Jane tentou transmitir foi a de nunca perdermos a esperança no mundo em que vivemos”. Tendo sido muito mais do que uma cientista, Jane foi uma verdadeira visionária que reuniu a ciência, a ética e o activismo em prol de um bem comum A sua vida demonstrou que a curiosidade pode transformar-se em conhecimento, e o conhecimento em responsabilidade. O seu legado permanece como um apelo à consciência global: proteger os animais, os ecossistemas e, em última instância, a própria humanidade.

 

Sebastião Salgado

A humanidade revelada

Um dos maiores fotógrafos documentais de sempre, Sebastião Salgado foi um artista cujo olhar profundo e muitíssimo humano transformou a fotografia num instrumento de consciência social e ambiental. Ao longo de décadas retratou sofrimento, dignidade, beleza e devastação em várias regiões do Mundo, entregando-nos não meros registos visuais, mas testemunhos com peso moral. A sua morte, em Maio deste ano, não significou o fim da sua influência. O seu legado mantém-se vivo, inspirando gerações a olhar, a sentir e a agir.

 

As origens e o caminho até à fotografia

Sebastião Ribeiro Salgado Júnior nasceu a 8 de Fevereiro de 1944, em Aimorés, Minas Gerais (Brasil), passando uma infância marcada pelo contacto com a Natureza, a terra e as mudanças ambientais. Começou por estudar Economia em São Paulo, dedicando-se durante algum tempo a esta área. A vida e as circunstâncias acabariam, no entanto, por levá-lo a Paris juntamente com Lélia Wanick Salgado, que seria sua companheira de toda a vida, tanto em termos pessoais como no universo profissional. Foi na França dos anos 1970 que Salgado começou a fotografar profissionalmente, o seu talento e sensibilidade a distinguir-se rapidamente conduzindo-o ao reconhecimento internacional.

 

Documentar, denunciar, comover

Durante mais de cinco décadas, Salgado percorreu mais de 120 países fotografando populações marginalizadas, trabalhadores em condições extremas, migrantes e refugiados, bem como paisagens e comunidades ameaçadas pela degradação ambiental. A preto e branco e cheias de contraste e de textura, as suas imagens tornaram-se icónicas. Os seus trabalhos — como os ciclos dedicados aos trabalhadores, aos refugiados ou às populações rurais — combinaram o rigor documental com a sensibilidade estética, permitindo revelar a condição humana com dignidade e profundidade, mas Salgado não se limitou a documentar o sofrimento; também demonstrou resiliência, beleza e esperança. As suas fotografias não constituem apenas um alerta de injustiça, mas um convite à reflexão e à empatia.

 

Do registo social à defesa da Natureza

Juntamente com Lélia, Sebastião Salgado fundou o Instituto Terra com o objetivo de reflorestar territórios degradados, restaurar ecossistemas e promover educação ambiental. O movimento representou uma viragem do registro documental da dor humana para a regeneração da terra e da esperança. A própria vivência do fotógrafo – marcada pelo contraste entre devastação e renascimento — transformou-se num aparente compromisso: a devolução à Natureza daquilo que a exploração lhe tinha retirado. Surgiram, assim, projetos como Amazónia (2021) que ilustram esse impulso, o da homenagem ao planeta, às florestas e aos povos, bem como uma chamada de atenção relativamente à preservação e ao respeito pela diversidade da vida.

 

O fim de uma vida e o começo de um legado

Sebastião Salgado despediu-se do Mundo no passado dia 23 de Maio, em Paris, vítima de leucemia — condição resultante de complicações de uma malária contraída anos antes durante uma expedição fotográfica realizada na Indonésia. Tinha 81 anos e a sua morte foi imediatamente reconhecida como uma perda colossal para a fotografia documental, para a consciência social e também para a causa ambiental. Figuras públicas, instituições culturais e ambientalistas em todo o Mundo manifestaram o seu pesar, prestando homenagem ao homem cuja câmara soube captar — e denunciar — tanto a dor como a dignidade da humanidade. De acordo com declarações emitidas pelo próprio instituto que fundou, Salgado foi “muito mais do que um dos maiores fotógrafos do nosso tempo; semeou esperança onde havia devastação e fez florescer a ideia de que a restauração ambiental é também um gesto profundo de amor pela humanidade.” A obra de Salgado permanece como vasto arquivo visual e um testemunho universal das desigualdades, das migrações forçadas, das realidades marginais e da luta pela sobrevivência. Com o Instituto Terra e os projetos de reflorestação, Salgado provou que o olhar do fotógrafo pode transformar-se em acção e que a arte pode representar um gesto concreto a favor da vida. O seu compromisso com a Natureza e a regeneração ambiental ecoa como legado vital numa era de crise climática.

 

Inspiração artística e ética para gerações futuras

Tendo redefinido a fotografia documental aliando à estética o compromisso social e ambiental, Salgado influenciou e continua a influenciar fotógrafos, fotojornalistas, activistas e artistas, demonstrando que a arte pode — e deve — integrar o mundo real. Como bem ilustrou o The Guardian, Salgado “passou a vida a ajudar-nos a ver claramente — a beleza e a ruína, a resistência e a fragilidade e os fios invisíveis que ligam cada história humana à trama maior da vida.” Terá partido, mas a sua luz continua a iluminar o Mundo. A sua fotografia mantém-se um alerta, um espelho e uma ponte: espelho das injustiças, alerta para a devastação, ponte entre quem vê e quem sofre, entre gerações, culturas e geografias. O seu legado encontra-se nas florestas que ajudou a plantar, nas consciências que despertou, nas vozes que sensibilizou e numa obra de esperança que permanece uma herança para toda a humanidade.

  • 0
  • 0
  • 0
  • 0
  • 0
  • 0

Related posts

Comments are closed.

Previous Post

Kiribati

by admin_travel

Jane Goodall e Sebastião Salgado
Next Post

Cruzeiro Crystal Symphony

by admin_travel

Jane Goodall e Sebastião Salgado
CONTACTE-NOS

Propriedade:  Across II – Tour Operator, Lda
Telef.: (+351) 21 781 74 77
Assinaturas: magazine@acrosspress.com

Copyright Travel & Safaris. All rights reserved. 

Like our facebook page