Travel & Safaris
  • Travel & Destinos
  • Travel & Adventure
  • Travel & Portugal
  • Travel & Hotels
  • Travel & Taste
  • Ficha Técnica / Contactos
  • Travel & Destinos
  • Travel & Adventure
  • Travel & Portugal
  • Travel & Hotels
  • Travel & Taste
  • Ficha Técnica / Contactos
Indonésia – De ilha em ilha em busca dos melhores cenários

Indonésia – De ilha em ilha em busca dos melhores cenários

Situada entre os oceanos Índico e Pacífico, a Indonésia é constituída por 17 mil ilhas. Bali é uma delas e o ponto de partida desta expedição.

Texto e fotos Donnie Sexton

Como fotógrafa, o meu coração estava decidido a explorar esta ilha — não para me instalar num dos muitos resorts de luxo com tudo incluído junto ao mar, mas para descobrir as paisagens de cortar a respiração, os terraços de arroz, os templos requintados, os pores-do-sol e as cascatas escondidas que tornam Bali tão famosa.
Daniel Kordan, um respeitado fotógrafo, propôs-nos uma viagem de grande interesse na qual se explorava Bali, Sumba, Java e Komodo – onde ambicionávamos conseguir ver de perto o temido dragão-de-Komodo. O nosso pequeno grupo passou dez dias magníficos a saborear esta remota parte do Mundo. Logo no primeiro dia em Bali, o Daniel conduziu–nos até ao interior da floresta onde se escondia uma cascata. Connosco levámos uma dançarina tradicional balinesa que nos iria servir de modelo, criando um deslumbrante contraste com o fundo verdejante da floresta e a água corrente. Seguimos depois para o requintado templo Pura Ulun Danu Bratan, do século XVII, um dos mais pitorescos templos hindus shaivitas de Bali que fotografámos ao nascer do sol e que se situa numa pequena ilha junto à margem ocidental do lago Bratan, nas terras altas do centro de Bali. Enquanto esperávamos pelo nascer do sol, vivemos o momento ideal para meditar sobre a beleza que dá fama a Bali. Para assistirmos o pôr-do-sol dirigimo-nos ao templo mais antigo da ilha, o Templo Bali Jati Batur, situado junto ao lago Batur, onde fomos recebidos por um grupo de patos.

Entre os terraços de arroz e os mercados
Os terraços de arroz de Jatiluwih, um dos pontos altos de Bali, não nos desiludiram. Com mais de 600 hectares de exuberantes colinas em socalcos, percorremos um dos muitos trilhos ladeados por hastes de arroz que nos chegavam aos joelhos. Compreender a dificuldade de cultivar arroz em terrenos tão irregulares faz-nos apreciar ainda mais cada prato servido num restaurante local. A certa altura cruzámo-nos com um jovem agricultor que aos ombros equilibrava cestos de palha cheios de arroz. Sorriu quando para ele apontámos as máquinas fotográficas. Explorar novos lugares implica sempre a interacção com os habitantes locais. Passeámos por um mercado para conhecermos melhor os produtos e os bens característicos do quotidiano balinês. A maioria das bancas simples era gerida por mulheres que vendiam desde cestos entrelaçados a legumes e leguminosas secas. Os homens tratavam da venda de aves vivas.

O dia-a-dia em harmonia com o divino
Num passeio por uma pequena aldeia encontrámos uma criança a brincar com um papagaio feito em casa. Ali perto, um senhor mais velho deixou-se fotografar por nós com as suas galinhas. O Daniel levou-nos até uma barragem artificial no rio Tukad Yeh Unda, perto de Semarapura, onde um grupo de rapazes energéticos se refrescava na água. Deliciados, exibiram o seu lado brincalhão ao atirarem baldes de água uns aos outros. A última paragem em Bali levou-nos até uma árvore-de-bengala com 700 anos — uma maravilha tanto pelo seu tamanho como pelo significado cultural. Entre as suas maciças raízes pudemos apreciar crianças a correr e a brincar. Na cultura balinesa estas árvores são consideradas sagradas e representam locais de oferendas, de cerimónias e de encontros espirituais.

Parque Nacional de Komodo
Chegada a hora de partir de Bali e avançar para o Parque Nacional de Komodo realizámos um voo curto até à vila piscatória de Labuan Bajo, na ilha de Flores. Ali embarcámos numa embarcação phinisi para prosseguirmos com a nossa exploração. Antes da aviação, era necessário recorrer-se a embarcações para viajar entre as ilhas. Foi graças a este facto que surgiu, no sul de Sulawesi, a arte da construção naval. Os locais criaram um navio à vela de dois mastros, o phinisi, que ainda hoje é usado no transporte de bens e de pessoas entre ilhas.
O nosso phinisi navegou por águas calmas até ao Parque Nacional de Komodo, onde esperávamos ver de perto o maior lagarto do Mundo. Os machos podem chegar aos três metros de comprimento e pesar 150 quilogramas e a verdade é que, mal pousámos os pés no cais, vimos um dragão junto à praia, cercado por turistas, bancas de recordações e alguns vendedores de comida. Observámos cerca de uma dúzia de dragões aparentemente indiferentes à presença humana a deslocar-se lentamente da praia para a sombra das árvores. Um guarda-florestal com um bastão bifurcado assegurava-se de que nenhum dos animais se aproximava demasiado dos pequenos grupos que os espreitavam. Tenho fobia de répteis, por isso deitar-me no chão para fotografar um dragão-de-komodo exigiu bastante coragem. Encarar aquele animal representou um momento inesquecível e um dos pontos altos da viagem.

De ilha em ilha, a colecionar momentos inesquecíveis
Avançámos para a exploração das ilhas mais próximas e optámos por fazer uma caminhada na ilha de Gili Lawa Darat com o objectivo de apreciarmos o nascer do sol. Para nossa surpresa, fomos recebidos por um grupo de veados amigáveis. Outra caminhada ao pôr-do-sol, na popular ilha de Padar, levou-nos por uma escadaria íngreme até um miradouro com vista para várias ilhas. O Daniel fez um excelente trabalho ao conduzir-nos constantemente por locais absolutamente ideais para fotografarmos tanto ao amanhecer como ao entardecer. Despedi-me dos três dias passados a bordo do phinisi com uma última viagem aérea até à ilha de Sumba, onde vivemos dois momentos memoráveis. Primeiro subimos até à colina de Wairinding, que detém uma vista sobre pradarias que se estendem até onde a vista alcança. A paisagem banhada pela luz suave do crepúsculo será ara sempre inesquecível e foi precisamente ali que fomos saudados por uma manada de cavalos de Sumba, bem como por alguns locais curiosos com a nossa presença. O segundo ponto alto que experienciámos em Sumba deve-se às árvores dançantes de Sumba — dezenas de mangais anões únicos ao longo da praia de Walakiri. As suas formas bizarras assemelham-se a dançarinos congelados no tempo. Ao fim do dia, a maré recua e revela as raízes destas árvores refletidas nas águas tranquilas. Foi pura magia assistir a este espetáculo, tanto ao pôr-do-sol como ao raiar do dia.

Java e o Monte Penanjakan
O nosso último voo levou-nos à ilha de Java, com destino fotográfico marcado para o nascer do sol no Monte Bromo, um vulcão ativo e também um local de peregrinação hindu que se ergue nas montanhas de Tengger. Saímos do hotel às duas da manhã num percurso de jipes com tração às quatro rodas até ao Monte Penanjakan. Este local é perfeito para observar o Monte Bromo do outro lado do vale. Após sairmos dos jipes, caminhámos cerca de meia hora até ao miradouro, onde já se encontravam centenas de pessoas. Percebemos então a razão de termos saído tão cedo: garantir um bom lugar para fotografar. Aguardámos até à primeira luz do dia e fomos recompensados com o nascer do sol a beijar as plumas de fumo que se escapavam do Monte Bromo. Foi um cenário de cortar a respiração e uma forma perfeita de terminar dez dias a explorar a Indonésia.

  • 0
  • 0
  • 0
  • 0
  • 0
  • 0

Related posts

Comments are closed.

Previous Post

Albânia - “O albanês morre, mas não quebra a sua palavra”

by admin_travel

Indonésia – De ilha em ilha em busca dos melhores cenários
Next Post

Cruzeiro no Grande Sena e na Região de Bordéus

by admin_travel

Indonésia – De ilha em ilha em busca dos melhores cenários
CONTACTE-NOS

Propriedade:  Across II – Tour Operator, Lda
Telef.: (+351) 21 781 74 77
Assinaturas: magazine@acrosspress.com

Copyright Travel & Safaris. All rights reserved. 

Like our facebook page